segunda-feira, 30 de junho de 2014

Auto da Barca do Inferno – O Onzeneiro
Da obra «Auto da Barca do Inferno» de Gil Vicente, a cena de que eu mais gostei foi a do «Onzeneiro».
A meu ver, o «Onzeneiro» era avarento, desonesto e materialista. Ele enganava as pessoas, cobrando juros excessivos pelos empréstimos que fazia ilegalmente, portanto só pensava em dinheiro. O seu símbolo cénico era o «bolsão», símbolo da sua ganância.
Eu acho que os argumentos de acusação foram justos, já que ele era ganancioso e só pensava nele próprio. O «Onzeneiro» usou como argumento de defesa o facto de trazer o «bolsão» vazio, no entanto, eu concordo com o Anjo pois, independentemente do «bolsão» estar ou não vazio, o seu coração continuava cheio de maldade.
Para concluir, considero que o seu destino foi justo pois, sendo ele pecador, foi condenado ao Inferno.


Beatriz Félix - 9ºA
Auto da Barca do Inferno – Joane, o Parvo
O «Auto da Barca do Inferno», escrito por Gil Vicente, foi um texto dramático que li e analisei. De todas as cenas que o integram, eu gostei mais da do «Parvo».
Gostei mais desta cena pelo facto de ser bastante engraçada, devido aos tipos de cómico que apresenta. Admiro o «Parvo» por poder dizer o que quiser das outras personagens e por não ser castigado, devido à sua condição de pobre de espírito. Quando Joane se dirige à barca do Anjo, não entra logo, ficando à espera, segundo a indicação do Arrais do Paraíso. Ao ficar no cais, vai criticando algumas das personagens que por lá passam. Algumas dessas críticas, que atacam a sociedade da época, provocam o cómico.
Em conclusão, esta é a minha cena favorita, cuja representação a que assisti no teatro foi muito divertida.


Marcelo Fernandes - 9ºA
Os Lusíadas – Inês de Castro
O episódio de «Os Lusíadas» de que eu mais gostei foi o de «Inês de Castro», por achar que é um episódio muito sentimental.
Inês de Castro e D. Pedro gostavam um do outro, mas o pai de D. Pedro não concordava com isso. Então ele mandou matar Inês, porque pensava que assim ele deixaria de gostar dela, mas estava enganado. D. Pedro nunca mais quis voltar a casar.
Inês dirigiu-se ao Rei para tentar convencê-lo a não a matar. Mas, mesmo assim, ela morreu, triste e magoada, por deixar o seu príncipe e os seus filhos órfãos. D. Pedro, quando descobriu o que o seu pai fez, ficou muito triste e desiludido. As ninfas do Mondego, de tanto chorarem pela morte de Inês, deram origem à Fonte dos Amores.
Para concluir esta apreciação sobre o episódio, quero dizer que gostei muito dele, por transmitir sentimentos intensos e contraditórios como o amor, paixão, ódio, mágoa…

Sandra Fernandes - 9ºE
Os Lusíadas – Inês de Castro
O episódio de «Os Lusíadas» de que eu mais gostei foi o de «Inês de Castro», que pertence ao canto III.
O motivo pelo qual este é o meu episódio preferido é a coragem demonstrada por Inês e D. Pedro, pois ambos se sacrificaram pelo amor que os unia. Esse amor era lindo e enorme, mas acabou, por Inês pertencer ao Reino de Castela e por ela não ser princesa. Inês não se importou de correr riscos para viver a intensa paixão que sentia.
Inês e D. Pedro chegaram a ter filhos que ficaram órfãos de mãe, porque o Rei de Portugal, D. Afonso IV, pai de D. Pedro, como não permitia aquela união e eles persistiram, mandou matar a bela moça castelhana que depois de ser morta foi rainha. No entanto, Inês foi condenada à morte não só por decisão do maldoso Rei, mas também por influência do povo a quem não agradava muito que D. Pedro casasse com uma mulher pertencente ao Reino de Castela, devido ao medo de se perder a independência portuguesa.
Concluindo, gostei muito deste episódio, porque relata uma história de amor que achei marcante e emocionante.

Márcia Sousa - 9ºE
O Avarento
Eu li um excerto da comédia «O avarento», de Molière.
As personagens presentes eram Harpagão e Flecha. O primeiro era um patrão muito avarento e o segundo era um pobre empregado que foi despedido por ele. Harpagão, o velho avarento, vivia num medo constante que o seu empregado descobrisse onde escondia o seu dinheiro. Então despediu-o. A personagem principal é, portanto, muito desconfiada e trata muito mal Flecha.
 Ainda não terminei de ler este texto dramático, mas já percebi que promete ser uma leitura muito engraçada.

Bruno Carvalho – 8º A
Só por Mal
Eu li o texto de Adriano correia de Oliveira «Só por Mal». Trata-se de um texto poético, constituído por duas quadras e dois tercetos, ou seja, um soneto.
Percebi que o sujeito poético corresponde às árvores que se queixam de, no momento presente, se encontrarem «mortas, de rastos, pelo chão!», destruídas pelo homem. Contudo, elas argumentam que lhe tinham dado muitas coisas: «doces frutas saborosas», sombra no verão, companhia em momentos de solidão, perfume, material para mobiliário e lenha para acender as lareiras, no inverno. Mesmo assim, o homem mata-as e, por vezes, sem necessidade, daí o uso do título «Só por Mal». Assim se relaciona o título com os últimos dois versos «Mas só nos dói a ingratidão sofrida/ Dum mal inútil, - feito só por mal!».
Gostei deste texto, porque nos leva a refletir sobre algumas agressões à Natureza que por vezes acontecem e essa reflexão ajuda-nos a mudar comportamentos.     

Lúcia Lima – 8º A