sexta-feira, 23 de maio de 2014

O Mostrengo/ O Gigante Adamastor

Eu li o poema de Fernando Pessoa “O Mostrengo” e, desde logo, percebi que havia grandes semelhanças entre esse texto poético e o episódio de “Os Lusíadas” – “O Gigante Adamastor”.
Tanto no poema como no episódio, existem figuras que, à primeira vista, pelo seu aspeto físico ser terrível, metem medo – o Mostrengo e o Adamastor, respetivamente. Estes aparecem aos Portugueses no meio do mar com o objetivo de assustar os marinheiros, por isso se mostram assustadores, medonhos e maus. Ambos consideravam que o mar lhes pertencia e, por isso, os Portugueses não deviam passar por lá. Apesar do medo que sentiram, “O homem do leme” e Vasco da Gama, cheios de coragem, enfrentaram os monstros e conseguiram ultrapassá-los, graças à sua determinação. O “O homem do leme” chegou a afirmar que simbolizava um povo e que a vontade de cumprir a vontade de D. João II era mais forte que o medo que sentia. Também Vasco da Gama prosseguiu a viagem para a Índia, apesar do medo que sentiu do Adamastor, tal como ele próprio narrou: “Arrepiam-se as carnes e o cabelo/ A mi e a todos só de ouvi-lo e vê-lo.”.
Para finalizar, considero que estes dois textos glorificam os heróis portugueses que se aventuraram por mares desconhecidos, enfrentando todos os perigos e obstáculos que lhes surgissem.
Márcia Sousa - 9ºE
Os Lusíadas – O Gigante Adamastor

Estavam os Portugueses calmamente a navegar, quando surgiu uma nuvem negra que escureceu os ares e depois um ser gigantesco e horroroso.
O Adamastor não percebia o porquê daquele povo tentar ultrapassar limites proibidos e ameaçou-os com desgraças e naufrágios. O capitão, Vasco da Gama, perante estas ameaças, confrontou-o e o gigante mudou a sua atitude.
Então o monstro decidiu contar a sua história, dizendo que tinha lutado contra os deuses, mas viu-se obrigado a desistir, face ao seu amor por Tétis. Contudo, ela enganou-o e ele decidiu ir viver para um local onde ninguém o visse a chorar. No final do seu discurso, o gigante, agora um ser frágil, vítima do amor, desaparece e deixa o caminho livre aos Portugueses.
A meu ver, este episódio simboliza os grandes obstáculos que os Portugueses tiveram de ultrapassar, em particular, o próprio medo do desconhecido.


Ana Catarina Peixoto - 9ºA
Equador

Eu li um excerto do romance “Equador”, de Miguel Sousa Tavares.
De acordo com o que entendi, a personagem principal, Luís Bernardo, era um português que tinha ido para S. Tomé e Príncipe para exercer o cargo de Governador dessa colónia, nomeado pelo rei D. Carlos. O seu principal objetivo era descobrir se os colonos portugueses ainda usavam trabalho escravo. Ele teve algumas dificuldades de adaptação, uma vez que o clima era muito quente e húmido. Os colonos também não viam com bons olhos a presença de um governador tão jovem e com “ideias novas”. Assim, quando o seu amigo de Lisboa, joão Forjaz, o visitou em S. Tomé e Príncipe, achou-o muito mudado: mais triste e pensativo.
Será que Luís Bernardo consegue cumprir os objetivos da sua governação? Para saber, terei de ler todo o romance. Leiam-no também, pois tem uma história muito bem contada.


Elsa - 8ºA
Uma Aventura no Caminho do Javali

Eu li o livro “Uma Aventura no Caminho do Javali”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, e achei-o muito interessante.
A história resume-se ao seguinte: tudo começou quando um estranho javali surgiu por entre o arvoredo e correu atrás de Chico, Pedro, João, Teresa e Luísa. Faial corria atrás do enorme javali. A sua salvação foi que avistaram um trator e subiram para cima dele. Dentro do trator, encontravam-se umas máquinas fotográficas e um fato para ir a uma festa. De seguida, apareceu um homem numa moto (o dono daquilo tudo). Puseram-se na conversa e descobriram que o homem, que se chamava Pepe, ia para a mesma festa que eles, o casamento de Sandro Santolini. Pepe ia fotografar o casamento do Santolini às escondidas, porque ele não queria aparecer em revistas, mas precisava da ajuda dos cinco para entrar à socapa na herdade do Santolini.
Mais tarde, já na herdade, Chico, Pedro, João, Teresa e Luísa deram de caras com uma cozinha cheia de bolos onde aproveitaram para comer alguns que já estavam preparados para eles e para os restantes atores. Depois de já terem comido tudo, foram para os ensaios que estavam a decorrer dentro da herdade do Santolini.       
Depois, no final do espectáculo, foram jantar. No momento em que jantavam, sucedeu um assalto, os assaltantes ameaçavam rebentar com a herdade e também cortar uma orelha a Santolini e mandá-la por correio ao seu irmão, se ele não soltasse da prisão os seus cúmplices.
Enquanto eles ameaçavam Santolini; Pepe, Pedro, Chico, João, Teresa e Luísa apanharam os assaltantes e detiveram-nos.
Passado algum tempo, Santolini convidou-os para irem ao seu casamento com outra rapariga e também convidou Pepe para ser o seu fotógrafo de casamento.
Se gostam de ler aventuras divertidas, leiam este livro, pois eu diverti-me muito.
     
Bruno castro – 8ºA
O Carnaval da Vitória

Nas aulas de português, lemos e analisamos o conto do escritor angolano, Manuel Rui Alves Monteiro, “O Carnaval da Vitória”.
O carnaval da vitória era um porco que tinha perdido a mãe, quando ela ensinava a sua ninhada a atravessar a estrada. Os vários porcos tiveram diferentes destinos e o carnaval da vitória foi viver para um apartamento com o seu novo dono, Diogo. O porco alimentava-se com os restos de comida de um hotel. Como o dono não queria que se soubesse que tinha esse animal no apartamento, quando ele roncava, punha a música alto; lavava-o todos os dias, assim como o local onde ele se encontrava. É claro que o Diogo só pretendia engordá-lo para depois o matar, mas os seus filhos, o Zeca e o Ruca, sentiam afeto pelo porco.
O que eu achei mais engraçado nesta história foi o facto de o porco passar o tempo a ouvir música com uns fones improvisados. Reparei também que existem algumas diferenças entre o português europeu e o de Angola, principalmente na pronúncia, isto porque ouvimos o texto em Português de Angola.

                                                                                               Diogo Fernandes - 8ºA
Primeira Paixão

Quando, na aula de português, lemos o texto do Plano Nacional de Leitura “Primeira Paixão”, de António Mota, fiquei sensibilizada com a história.
Havia a personagem Deolinda que era uma jovem muito bela e com um belo sorriso. Ela usava umas sandálias muito gastas e então foi pedir ao Guilhermino Bicho que as consertasse. No entanto, este achava que as sandálias já não tinham conserto. Contudo, o narrador, que também lá trabalhava, ficou tão impressionado e ao mesmo tempo cheio de admiração por ela, que decidiu fazer umas sandálias novas. Demorou dois dias a fazê-las, enquanto o seu mestre o ia incentivando.
Quando a obra estava pronta, sentiu um imenso orgulho pelo trabalho que fizera, pois foi o primeiro par de calçado que produziu. Satisfeito, foi oferecer as sandálias à Deolinda.
Gostei muito deste texto, porque achei correta a atitude do narrador, uma vez que ele percebeu as dificuldades de Deolinda e concluiu que ela não podia comprar umas sandálias novas. Então teve este gesto de generosidade para com ela.


Armanda Sousa - 8ºA
Darei vida aos teus dias

 O livro “Darei vida aos teus dias”, escrito por Anne-Dauphine Julliand, mostra que devemos acreditar sempre que a felicidade é possível. É muito interessante e emocionante.
Este livro fala de uma família perfeitamente normal, um casal feliz, dois filhos pequenos, Thais e Gaspard, e um bebé a caminho. Até que um dia, ao passear pela praia, a forma como Thais vira o pezinho ao andar altera tudo: padece de uma doença genética rara chamada leucodistrofia metacromática. A menina mais tarde ou mais cedo iria falecer, não havia uma data certa, um dia, uma hora,um minuto ou um segundo sequer, mas os seus pais vão fazer de tudo para transformar uma situação tão constrangedora numa situação normal. Esta família teve de mudar muito o seu quotidiano. Mas é melhor lerem o livro para perceberem bem a história.
Eu, em concreto, gostei muito do livro, não tenho parte preferida, porque gostei bastante de todas as partes do livro; a cada página que virava, só me apetecia ler mais e mais, é mesmo interessante. Serve para muitas pessoas entenderem que uma doença rara que nos pode levar a falecer pode não ser tão negativa, se vivermos cada dia como se fosse o último. Gostei muito de uma frase que a mãe diz que é a seguinte: “A morte não é grave. É triste, mas não é grave”. Os pais dessa criança fizeram-na sentir-se igual a todas as outras.
Se o lerem, tenham muita atenção a cada palavra, foi a própria mãe da criança que o escreveu. Eu já o li duas vezes e sou capaz de o ler muitas mais. Espero que tenham a iniciativa de o ler e que gostem tanto como eu gostei.

Verónica Gonçalves – 8ºA
O conto da Ilha Desconhecida

Quando li "O conto da ilha desconhecida", de José Saramago, achei a história interessante. 
O texto fala-nos de um homem misterioso que vai ao encontro de um rei, mas este não gostava de atender os pedidos dos outros mas sim receber obséquios. No entanto, o  homem é persistente e não desiste. Ao fim de três dias, o homem ainda não tinha saído da porta das petições, então o rei foi ter com ele...
O rei perguntou-lhe o que ele queria, e ele disse-lhe que queria um barco para ir procurar a ilha desconhecida. O rei não estava convencido de que ainda existiam ilhas desconhecidas  mas o homem foi-lhe dando a volta até que o convenceu. No entanto, o homem é que teria de arranjar a tripulação para o barco. Aí é que ele encontrou problemas, pois ninguém acreditava no seu projeto, apenas a mulher da limpeza do palácio, que o tinha seguido, aceitou o seu convite.
Se quiseres saber o resto da história, aconselho-te a lê-la, pois é apelativa.


 Margarida Castro – 8ºA
Novas Crónicas da Boca do Inferno

Nas aulas de português, foi pedido aos alunos da minha turma que escolhessem um livro para ler, no âmbito do Plano Nacional de Leitura. Eu escolhi o livro “Novas Crónicas da Boca do Inferno”, de Ricardo Araújo Pereira.
Este é um livro de crónicas que consiste em transformar alguns dos assuntos mais polémicos e discutidos na sociedade que são chatos e demasiado sérios em comédia irónica.
A crónica de que mais gostei foi a que se intitula “IKEA: enlouqueça você mesmo”. Esta crónica usa bastante ironia, como se pode verificar no título que quer dizer que uma pessoa enlouquece porque normalmente é a própria pessoa que tem de montar os móveis, o que pode vir a dar uma grande dor de cabeça. Agora vou passar a citar algumas ideias mais caricatas da crónica: o narrador começa por gozar com o nome e com a forma como se pronuncia - será que se diz «Iqueia» ou «I quê à» e será que é «o» IKEA ou «a» IKEA? Outra das ideias é comparar os móveis da IKEA a legos, porque os legos na mente de uma criança podem ser um arranha-céus; e as tábuas e os parafusos da IKEA podem ser móveis na mente de um adulto. Outra das ideias do autor é também fazer troça de quem pensa que os móveis da IKEA são bons e baratos, porque na verdade são um monte de tábuas e parafusos que, com um pouco de sorte e a ajuda de Deus, podem vir a ser móveis bons e baratos.
Eu gostei bastante deste livro e acho que todos os leitores deste blogue devem lê-lo, pois é um livro que mistura a mais fina ironia com o humor mais requintado.

Marcelo Rocha – 8ºA
A Foto

Na aula de Português, a professora resolveu ler o texto de Luís Fernando Veríssimo, “ A Foto “.
Era uma família enorme, que queria tirar uma foto com os bisavôs, uma vez que o bisavô estava a “dar as últimas”.
O problema é que quem tirasse a fotografia não aparecia nela. Então, aí, formou-se uma enorme discussão. Queriam que Castelo, genro mais velho, a tirasse, mas ele não aceitou. O outro genro, Mário César, ofereceu-se, mas a esposa, Bitinha, não aceitou. Foi sugerido o neto Dudu, mas a sua mãe, Andradina, não concordou e por isso impediu que tal coisa acontecesse. Até que, o próprio bisavô se ergueu e arrancou a câmara da mão de Castelo. Ninguém achou bem tal solução, pois o bisavô tinha de aparecer na foto, mas mesmo assim, ele acabou por tirar a fotografia. E depois, cansado e zangado de tanta discussão, foi dormir.
Eu achei que os familiares não foram sensíveis e compreensivos, pois transformaram um momento que deveria ser de união familiar numa grande discussão. Assim, o bisavô acabou por ser o mais sensato de todos.
Diana Marília Sousa da Silva - 8ºA 
O conto da Ilha Desconhecida

Na aula de Português, lemos um texto muito interessante, que tinha como título “O conto da Ilha Desconhecida” e era da autoria de José Saramago.
Havia um homem que queria um barco, por isso foi pedir um emprestado ao rei. Teve de esperar muito tempo, porque o rei mandava sempre alguém ir à porta das petições ver o que as pessoas queriam, porque ele estava sempre na porta dos obséquios (obséquios que lhe faziam a ele). Mas o homem insistiu que queria falar com o rei. Quando o monarca lá chegou, perguntou o que ele queria, o homem respondeu que queria um barco e o rei deu uma gargalhada. Entretanto perguntou-lhe para que queria ele o barco e o homem respondeu que era para ir à procura da ilha desconhecida. O rei, disfarçando o riso, disse que já não existiam ilhas desconhecidas. Depois de uma troca de palavras, o rei aceitou emprestar o barco ao homem, mas era só o barco, ele é que teria de arranjar os marinheiros.
No momento em que ele tentou encontrar tripulação, não conseguiu, porque ninguém o queria acompanhar à procura de uma ilha desconhecida, apenas conseguiu arranjar uma senhora das limpezas que foi com ele.
Com este texto, verifiquei que o rei só se importava com ele. Enquanto uns gostam de ajudar; outros apenas gostam de ser ajudados.
Daniela Ribeiro - 8ºA
O Medalhão de Ouro

Eu li o conto “O medalhão de Ouro”, de Leon Garfield.
A história passa-se em Londres. A personagem principal é uma senhora muito misteriosa chamada Donia Vassilova. Ela, depois de sair dos Correios de Charing Cross, acha que está a ser seguida por alguém, embora não tenha a certeza porque estava no meio da multidão.
Eu considero que é um texto que nos deixa na expectativa do que vai acontecer, o que nos desperta a curiosidade.
Bruno Carvalho - 8ºA
O Caso da aluna desaparecida

“O Caso da aluna desaparecida” é o título do último livro que li dos autores Maria Inês Almeida e Joaquim Vieira. É um livro muito interessante que demonstra como os adolescentes se iludem frequentemente.
No livro referido, é contada a história de uma aluna que desaparece numa festa noturna, na escola. Os seus amigos ficam preocupados e decidem procurá-la, com a ajuda da família dela. Então, partem à sua procura, e no fim… deixo por vossa conta descobrirem o que acontece.
Há opiniões e opiniões, a minha em relação a este livro é muito boa e posso dizer que já o li mais de cinco vezes e não me canso; mas também há quem não perca dez minutos para o começar a ler. Como referi anteriormente, é um livro que apela à “imaginação” de muitos estudantes e encaixa no dia a dia de alguns adolescentes. Recomendo-o a todos os adolescentes e também aos pais, porque assim podem vir a perceber melhor os seus filhos e a sua maneira de ser.
Se o lerem, acreditem que não se vão arrepender, primeiro porque é bastante interessante, depois porque ler faz bem à nossa saúde mental.

Ana Raquel Silva – 8ºA
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

        Este texto poético, escrito por Luís Vaz de Camões, é muito interessante, porque se verifica uma relação entre as estações do ano e as vontades das pessoas, querendo dizer que quando se mudam os tempos, também se mudam as vontades.
         Eu acho que neste poema o sujeito poético encara de forma positiva as mudanças na natureza e nos outros, pois refere que o mundo é feito de mudança e há sempre novas qualidades. No entanto, as suas próprias mudanças são negativas. Assim como as estações do ano transformam o aspeto da natureza, também o canto do poeta se transforma em choro.
         Gostei deste poema e gostava que o lessem, porque Luís de Camões é um dos maiores poetas da língua portuguesa.

                                                Micaela Lopes -  8ºA