sexta-feira, 14 de março de 2014

A Aia
Quando li o conto “A Aia”, de Eça de Queirós, senti-me marcada por esta história. Marcou-me, pois é uma história um pouco triste.
Fala-nos de dois meninos de classes sociais diferentes, um da nobreza e outro do povo. O menino nobre era um principezinho que perdeu o seu pai, quando ainda vivia no seu berço. A Aia, que era sua ama, tomava conta dele e do seu filho. Estes dormiam em berços diferentes, o do príncipe era magnífico, de marfim e forrado de tecidos com brocados; o do escravozinho era pobre e de verga. Os dois meninos foram criados com muito amor e amamentados pelo mesmo seio, o da ama.
Entretanto, no palácio, vivia-se com o medo constante que o tio bastardo do principezinho, homem ganancioso e cruel, atacasse o sobrinho para se apoderar do trono. Até que, numa noite de silêncio e escuridão, o tio bastardo tentou matar o príncipe. Então, entre beijos desesperados, a Aia trocou rapidamente os meninos de berço: colocou o príncipe no berço de verga e o seu filho no berço real. Com esta atitude, a Aia salvou o seu príncipe e o seu reino, mas “condenou o seu filho à morte”.
Eu acho que esta personagem se preocupou mais com os outros do que consigo própria, tendo revelado a sua principal característica – lealdade para com os seus Senhores. Compreendo a sua atitude, mas eu não faria o que ela fez, porque acho que, se fosse mãe, faria de tudo para salvar o meu filho.
Cassandra Pereira – 9ºA

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