A Aia
Quando li o conto “A
Aia”, de Eça de Queirós, senti-me marcada por esta história. Marcou-me, pois é
uma história um pouco triste.
Fala-nos de dois
meninos de classes sociais diferentes, um da nobreza e outro do povo. O menino
nobre era um principezinho que perdeu o seu pai, quando ainda vivia no seu
berço. A Aia, que era sua ama, tomava conta dele e do seu filho. Estes dormiam
em berços diferentes, o do príncipe era magnífico, de marfim e forrado de
tecidos com brocados; o do escravozinho era pobre e de verga. Os dois meninos
foram criados com muito amor e amamentados pelo mesmo seio, o da ama.
Entretanto, no
palácio, vivia-se com o medo constante que o tio bastardo do principezinho,
homem ganancioso e cruel, atacasse o sobrinho para se apoderar do trono. Até
que, numa noite de silêncio e escuridão, o tio bastardo tentou matar o
príncipe. Então, entre beijos desesperados, a Aia trocou rapidamente os meninos
de berço: colocou o príncipe no berço de verga e o seu filho no berço real. Com
esta atitude, a Aia salvou o seu príncipe e o seu reino, mas “condenou o seu filho
à morte”.
Eu acho que esta
personagem se preocupou mais com os outros do que consigo própria, tendo
revelado a sua principal característica – lealdade para com os seus Senhores.
Compreendo a sua atitude, mas eu não faria o que ela fez, porque acho que, se
fosse mãe, faria de tudo para salvar o meu filho.
Cassandra
Pereira – 9ºA
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